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Pesquisas CNC
- Pesquisas CNC
ICEC / ICF / PEIC
Índice de Confiança do Empresário do Comércio – ICEC
O Índice de Confiança do Empresário do Comercio (ICEC) é um indicador de natureza prospectiva que mensura as expectativas dos agentes produtivos em relação ao ambiente econômico futuro. Este índice é construído a partir de pesquisas junto a empresários sobre suas perspectivas de demanda, intenções de investimento, situação financeira e avaliação das condições gerais da economia. A importância econômica deste indicador reside em sua capacidade de antecipar movimentos na atividade econômica, funcionando como um indicador antecedente que frequentemente precede mudanças no PIB e no nível de emprego.
A análise do ICEC em painéis de dados fornece aos usuários uma ferramenta valiosa para previsão de cenários econômicos e calibração de estratégias de negócio. Um índice elevado sugere otimismo empresarial e disposição para investimento, potencialmente levando a expansão da capacidade produtiva e criação de empregos. Inversamente, quedas significativas no índice podem sinalizar apreensão quanto às perspectivas econômicas, levando a adiamento de investimentos e contração da atividade.
A interpretação apropriada do ICEC requer compreensão de seus componentes específicos, que tipicamente incluem avaliação da situação atual, expectativas para os próximos meses, intenções de investimento e percepção sobre fatores limitantes à expansão. Variações neste índice devem ser analisadas em contexto com outras variáveis macroeconômicas, como taxas de juros, inflação e câmbio, para uma avaliação completa do cenário econômico e suas implicações para decisões de investimento.
Índice de Consumo das Famílias – ICF
O Índice de Consumo das Famílias (ICF) mensura a evolução do consumo de bens e serviços pelas unidades familiares, constituindo o principal componente do Produto Interno Bruto brasileiro, representando aproximadamente 60% do PIB. Este indicador é influenciado por variáveis fundamentais como nível de renda, emprego, condições de crédito, confiança do consumidor e expectativas sobre o futuro econômico. A importância econômica deste índice é crítica, uma vez que o consumo das famílias é o motor primário da demanda agregada e, consequentemente, do crescimento econômico.
A análise do ICF em painéis de dados permite aos usuários monitorar a dinâmica da demanda interna e avaliar a sustentabilidade do crescimento econômico. Variações neste índice refletem mudanças nas condições de vida da população, na capacidade de consumo e na disposição para gastar. Um crescimento robusto do consumo das famílias indica economia aquecida, geração de empregos e potencial para expansão de investimentos no setor privado. Por outro lado, contrações no consumo podem sinalizar pressões sobre a renda familiar ou deterioração das perspectivas econômicas.
A compreensão aprofundada do comportamento do consumo das famílias requer análise integrada de múltiplas variáveis, incluindo renda disponível, taxa de desemprego, condições de crédito, inflação e confiança do consumidor. Adicionalmente, segmentação por faixa de renda e categoria de consumo oferece insights sobre a distribuição dos gastos e a vulnerabilidade de diferentes grupos populacionais a choques econômicos. Portanto, o ICF deve ser analisado como parte de um framework analítico mais amplo que considere a complexidade das dinâmicas de consumo.
Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor – PEIC
A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) fornece informações sistemáticas sobre o nível de endividamento das famílias brasileiras, a proporção de dívidas em atraso e a percepção dos consumidores sobre sua capacidade de pagamento. Este indicador mensura variáveis críticas como percentual de famílias endividadas, distribuição de dívidas por modalidade de crédito, e incidência de inadimplência. A importância econômica da PEIC reside em sua capacidade de sinalizar riscos sistêmicos no mercado de crédito e a sustentabilidade do ciclo de consumo.
A análise da PEIC em painéis de dados oferece aos usuários uma ferramenta essencial para avaliação de risco de crédito e compreensão das dinâmicas do ciclo econômico. Elevados níveis de endividamento, quando acompanhados de aumento na inadimplência, podem indicar deterioração da capacidade de pagamento das famílias e potencial para contração do consumo. Inversamente, níveis moderados de endividamento com baixa inadimplência sugerem acesso saudável ao crédito e sustentabilidade do consumo. Este indicador é particularmente relevante para instituições financeiras, varejistas e formuladores de política econômica.
A interpretação apropriada da PEIC requer compreensão de seus componentes específicos, incluindo análise de modalidades de crédito (cartão de crédito, crédito pessoal, financiamento imobiliário), distribuição de dívidas por faixa de renda, e fatores determinantes da inadimplência. Adicionalmente, a análise deve considerar o contexto macroeconômico, incluindo condições de emprego, inflação e taxas de juros, que influenciam significativamente a capacidade das famílias em honrar seus compromissos financeiros. Portanto, a PEIC deve ser interpretada como um indicador de saúde financeira que reflete as pressões estruturais sobre o orçamento das famílias brasileiras.
Serviços – EM BREVE
- Serviços
O setor de serviços representa a maior parcela do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro sob a ótica da produção, abrangendo atividades que vão desde comércio e transportes até educação, saúde, tecnologia e finanças. Os indicadores de desempenho deste setor fornecem informações críticas sobre a dinâmica da economia, capturando tanto as atividades tradicionais quanto as emergentes relacionadas à transformação digital. A relevância econômica deste indicador é amplificada pelo fato de o setor de serviços ser o maior gerador de empregos no país, respondendo por mais de 70% da população ocupada.
A análise do indicador de serviços em um painel de dados permite aos usuários monitorar a diversidade econômica e a capacidade de inovação do país. Crescimento robusto neste setor indica expansão da economia baseada em conhecimento, maior sofisticação dos modelos de negócio e potencial para integração em cadeias de valor globais. Além disso, o setor de serviços tem se destacado nas economias de mercado em termos de geração de riqueza sendo sensível a mudanças nos hábitos de consumo da população.
A interpretação adequada dos indicadores deste setor requer compreensão de seus componentes específicos, incluindo atividades de comércio, transportes, hotelaria, comunicações, atividades financeiras e serviços profissionais. Cada um desses segmentos responde de forma diferenciada a choques econômicos e oportunidades de crescimento. Portanto, uma análise segmentada deste indicador proporciona insights mais precisos sobre as dinâmicas subjacentes da economia brasileira e suas perspectivas futuras.
Big Numbers CNC 2026
- Big Numbers
Fundada com o objetivo de representar os interesses patronais dos setores mais dinâmicos da economia nacional, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) evoluiu para se tornar muito mais do que uma simples entidade sindical: ela representa hoje o coração pulsante da economia de serviços brasileira e um dos principais motores de geração de emprego, renda e inovação no país.
ESTABELECIMENTOS
A estrutura empresarial dos setores representados pela CNC revela uma impressionante densidade de estabelecimentos, totalizando mais de 7 milhões de estabelecimentos – o equivalente a 55,7% de todas as unidades produtivas do Brasil. Esta cifra representa uma concentração empresarial extraordinária, demonstrando a vitalidade empreendedora dos setores de comércio, serviços e turismo. O setor de serviços lidera com 3,3 milhões de estabelecimentos, seguido pelo comércio com 3,2 milhões e pelo turismo com 524 mil estabelecimentos.
POSTOS FORMAIS DE TRABALHO
De forma relativamente mais significativa, os setores representados pela Confederação são responsáveis por 64,6% de todos os empregos formais do país empregando 29,9 milhões de brasileiros, predominantemente no setor de serviços (17,0 milhões de postos), seguidos por 10,6 milhões de ocupações no comércio e outras 2,3 milhões no turismo.
PRODUTO INTERNO BRUTO
Finalmente, do ponto de vista da produção de valor agregado na nossa economia, as atividades representadas pela CNC respondem por 44,6% da geração de riqueza do Produto Interno Bruto brasileiro destacando-se, neste contexto, o valor adicionado pelas atividades de serviços representadas pelo Sistema Comércio (24,4% do total), seguidas pelo comércio (12,0%) e pelas atividades do turismo (8,1%).
Este grau de geração de riqueza coloca as atividades representadas pela CNC, quando agrupadas, em uma categoria econômica extremamente seleta, situando-a entre as 20 maiores economias globais, um grupo que inclui apenas as principais potências mundiais e algumas economias emergentes de grande porte. Para contextualizar adequadamente esta posição, é importante notar que apenas 18 países no mundo possuem um nível de geração de riqueza superior àquele produzido pelas atividades representadas pelo Sistema Comércio.
Turismo
- Turismo
Os indicadores do setor de turismo mensuram a atividade econômica gerada pelo deslocamento de pessoas para fins de lazer, negócios e eventos, representando um importante vetor de geração de divisas e emprego. Este setor apresenta características particulares, incluindo alta sensibilidade a fatores externos como câmbio, segurança e infraestrutura, bem como forte sazonalidade em suas operações. A importância econômica do turismo transcende a mensuração direta de receitas, uma vez que o setor funciona como um multiplicador que estimula atividades correlatas em toda a cadeia produtiva.
A análise do indicador de turismo através de painéis de dados permite aos usuários compreender a contribuição do setor para o PIB, a geração de empregos, e o impacto sobre a balança de pagamentos. Variações nestes indicadores refletem tanto mudanças nas preferências de viagens quanto alterações nas condições macroeconômicas que afetam a demanda por serviços turísticos. Adicionalmente, o desempenho do turismo fornece sinais sobre a competitividade do país como destino internacional e a efetividade das políticas de promoção e infraestrutura.
A compreensão estruturada do setor de turismo é essencial para a formulação de políticas de desenvolvimento regional e para a identificação de oportunidades de investimento em infraestrutura hoteleira, transporte e serviços complementares.
Comércio
- Comércio
O indicador do setor de comércio constitui um dos principais termômetros da atividade econômica brasileira, refletindo o comportamento agregado das transações varejistas e atacadistas. Este indicador é mensurado através de pesquisas sistemáticas que capturam o nível de atividade do setor, permitindo uma avaliação precisa das flutuações cíclicas da economia sob a ótica do consumo de bens. A importância econômica deste indicador reside em sua capacidade de sinalizar mudanças na demanda agregada e no comportamento do consumidor, informações essenciais para a formulação de políticas macroeconômicas e decisões de investimento.
A análise dos indicadores de comércio em painéis de dados oferece aos usuários a possibilidade de identificar tendências de curto e médio prazo, bem como de avaliar a sustentabilidade do crescimento econômico. Variações positivas neste indicador sugerem aumento na demanda interna, geração de empregos no setor e potencial para expansão de investimentos. Por outro lado, contrações significativas podem indicar pressões sobre o poder de compra das famílias ou deterioração das condições econômicas gerais.
A compreensão aprofundada do comportamento do setor de comércio é fundamental para a gestão estratégica de negócios e para a avaliação de cenários econômicos. Profissionais que acompanham este indicador através de ferramentas de análise de dados conseguem antecipar movimentos do mercado, ajustar estratégias comerciais e otimizar a alocação de recursos. Portanto, o indicador do comércio deve ser considerado um instrumento indispensável na caixa de ferramentas de qualquer analista econômico.